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Análise: Bahia tem posse de bola estéril, cria pouco e sofre com falta de intensidade

17/07/2017 11:11 Tricolor mantém a posse da bola, troca passes de um lado para o outro, mas não consegue agredir o Avaí e deixa Pituaçu com um empate. Análise: Bahia tem posse de bola estéril, cria pouco e sofre com falta de intensidade

Jogo que chegou ao Bahia, Jorginho detectou que era preciso buscar o equilíbrio entre a transição ofensiva em velocidade, característica marcante da equipe de Guto Ferreira, e a valorização da posse de bola. Especificamente nesse jogo contra o Avaí, que terminou empatado em 1 a 1, isso não aconteceu. O Tricolor trabalhou, sim, para manter a bola (a equipe teve 63% de posse), entretanto abriu mão das descidas rápidas ao ataque, perdendo muito em verticalidade.

Aqui, uma ressalva: é sempre mais difícil usar a velocidade diante de equipes que adotam uma postura mais defensiva, que jogam mais fechadinhas, mas os jogadores do Bahia optaram, de maneira geral, por não acelerar as jogadas quando tinham a oportunidade.

Não é que ter a bola seja ruim. De maneira alguma. O problema é ter a bola e não saber o que fazer com ela, como progredir e agredir o adversário. O Bahia investiu na troca de passes, mas na defesa e na faixa central do campo, com uma infinidade de toques para o lado ou para trás, sem inflitrações ou ultrapassagens. Além de muitos erros: foram 52 passes errados, contra 24 do Avaí.

O lance abaixo foi o mais perigoso do primeiro tempo, quando Eduardo usou o lado direito e venceu um duelo pessoal, Allione quase marcou o gol.

Jorginho recebeu de Guto uma equipe minimamente organizada e que evoluía sensivelmente. Cabe a ele, é claro, dar sua cara e manter as virtudes desse grupo. O que se viu contra o time catarinense, em vez disso, foi um Bahia sem a habitual intensidade com a qual o torcedor se acostumou nas partidas dentro de casa, com os jogadores pressionando os rivais e forçando o erro no campo de defesa.

Aproximação, tabelas curtas e troca de posições entre os meias? Muito pouco. Muito pouco mesmo. Nesse caso, a escolha por Mendoza, um velocista nato que tem dificuldade de trabalhar por dentro, ajuda a explicar. Zé Rafael estava suspenso; Edigar Junio, machucado. Os dois elevam a produção da equipe nesse sentido.

O técnico tricolor foi pouco ajudado pela produção individual dos seus principais atletas, é bom que se diga. Não à toa ele esperou apenas o intervalo para sacar Allione e Régis (substituídos por Gustavo Ferrareis e Vinícius). Mendoza também não estava em noite inspirada, mas permaneceu, talvez por ser um jogador importante para dar profundidade ao time. Do meio-campo, salvou-se Renê Junior, dono de uma regularidade que impressiona.

Mais números: de acordo com o site footstas, Régis (6), Allione (4) e Mendoza (4) erraram, juntos, 14 passes.

Jorginho destacou, na entrevista coletiva, uma “evolução sensível” na segunda etapa. Houve, de fato, uma melhora, mas não suficiente para dominar a frágil equipe do Avaí e sair de Pituaçu com o triunfo. A defesa tricolor vacilou e levou um gol após cobrança de escanteio, diminuindo o brilho do golaço marcado por Renê Junior minutos antes.

 

 

 

 

Fonte: GloboEsporte  

Crédito Foto:  Divulgação 

Tags: Análise, Bahia , posse , bola ,estéril, cria, pouco , falta , intensidade
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