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18/08/12 - 11h08
Correligionários apostam na inocência de Roberto Carlos
Companheiros de partido do deputado estadual Roberto Carlos (PDT/BA) apostam na inocência do parlamentar no caso do seu envolvimento na Operação Detalhes
Correligionários apostam na inocência de Roberto Carlos

Companheiros de partido do deputado estadual Roberto Carlos (PDT/BA) apostam na inocência do parlamentar no caso do seu envolvimento na Operação Detalhes, deflagrada em abril deste ano pela Polícia Federal, em que é acusado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Como o deputado está fora de Salvador, quem falou sobre o assunto foi o seu advogado, João Daniel Jacobina, que não acredita no seu afastamento das funções, pedido feito pela PF ao Tribunal Regional Federal (1ª Região).

"Não fomos intimados, soubemos da notícia pela imprensa", disse Jacobina, que considera o pedido da PF "descabido". "O deputado tem um mandato eletivo e representa o Poder Legislativo. Não cabe o seu afastamento, já que o Código Penal vigente estabelece essa medida contra servidores públicos", explicou. Jacobina também não quis falar sobre a estratégia de defesa que poderá adotar. "Não há denúncia, apenas um petição ao TRF, baseada num inquérito policial", afirmou.

"Não acredito que o Ministério Público Federal atenda ao pedido da PF", assinalou o advogado, acrescentando que o deputado está tranquilo. "Daremos as explicações no momento oportuno", afirmou, ressaltando que a situação é plenamente "explicável e "justificável".

Demissão sumária - Na quinta, 16, o presidente do PDT na Bahia, Hari Alexandre Brust, mostrou confiança na inocência de Roberto Carlos, que tem o nome envolvido, juntamente com oito servidores da Assembleia legislativa da Bahia, num esquema de desvio recursos públicos por funcionários "fantasmas". "Ninguém pode ser condenado sem ter o direito de defesa. É preciso aguardar a conclusão do processo", disse Brust, afirmando que confia totalmente no companheiro de partido. "Conheço o deputado há mais de 20 anos e sua vida política e pessoal sempre foi pautada pela ética e pela lisura", assinalou.

Apesar de também revelar confiança no deputado, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e integrante da mesma legenda, Marcelo Nilo (PDT), garantiu que tomará todas as medidas necessárias se os funcionários da assembleia forem indiciados. "A demissão será sumária", garantiu. Em relação a medidas contra o colega de partido, lembrou que a sua ação fica limitada mesmo que haja comprovação de crime. "Ele tem um mandato, não posso fazer nada", observou, embora lembrando que, quando instalado o Conselho de Ética na Casa, qualquer deputado pode instaurar um processo disciplinar. "Pessoalmente, tenho o deputado Roberto Carlos como uma pessoa séria e decente. Não acredito na sua culpa", diz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:Rita Conrado
Crédito Foto: Arquivo

 

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